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Qual a diferença entre a traição do homem e da mulher?

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Tempo de leitura: 9 minutos

Homem sentado na cama usando o celular, enquanto mulher de braços cruzados o observa com irritação.

A traição masculina tende a ser mais física e impulsiva, enquanto a feminina, muitas vezes, se alimenta de carência emocional e busca validação.

A diferença principal entre a traição do homem e da mulher reside nas suas motivações e nas reações emocionais subsequentes.

Ao ler este artigo até o fim:

  1. Descubra os motivos reais de cada género.
  2. Compreenda as reações distintas à infidelidade.
  3. Desmistifique mitos sobre a traição.
  4. Conheça o caminho para a recuperação.
  5. Aprenda dicas para fortalecer a ligação.

Por que elas traem?

A infidelidade feminina, embora muitas vezes envolta em mistério e julgamento, possui raízes complexas que vão além da simples insatisfação momentânea.

Uma das motivações subjacentes reside na profunda necessidade de conexão emocional.

Para muitas mulheres, a intimidade é um pilar fundamental na relação, e a ausência dessa conexão cria um vazio que leva à procura de preenchimento noutras paragens.

Sentimentos de negligência, a sensação de não serem vistas ou ouvidas pelo parceiro, minam gradualmente a confiança e a ligação, abrindo portas para a exploração de novas interações.

Um aspeto mais recente e relevante é a chamada “nova traição feminina”, que coloca um foco acrescido na autonomia corporal e na satisfação sexual.

Não se trata apenas de uma busca por afeto, mas também de um desejo de autodescoberta e de afirmar a própria sexualidade de forma plena e livre.

Esta perspetiva desafia antigos estereótipos, sugerindo que a infidelidade feminina é uma expressão de empoderamento e de busca por uma experiência mais completa e gratificante, tanto a nível emocional como físico.


Por que eles traem?

A infidelidade masculina apresenta frequentemente uma dinâmica distinta, onde a capacidade de “compartimentar” o sexo e o amor emerge como um fator preponderante.

Para muitos homens, a esfera sexual está desvinculada da dimensão emocional da relação principal.

Isto não significa que não valorizem o amor ou o parceiro, mas sim que a necessidade de variedade sexual ou a validação da sua masculinidade leva à procura de experiências extraconjugais, sem necessariamente colocar em causa os sentimentos pela parceira.

A busca por validação da masculinidade, seja através da conquista, da atenção ou da confirmação da sua atratividade, é um motor significativo.

A sociedade, em certos aspetos, ainda perpetua ideais de virilidade que incentivam comportamentos de procura constante de afirmação.

Adicionalmente, a oportunidade e a variedade desempenham um papel não negligenciável.

A exposição a novas situações ou pessoas desencadeia comportamentos impulsivos ou planeados, impulsionados pelo desejo de explorar o desconhecido, sem que isso implique, necessariamente, um desejo de abandonar a relação existente.


A reação à infidelidade

Quando a traição irrompe numa relação, as reações tendem a divergir, refletindo as diferentes formas como homens e mulheres processam a infidelidade.

Para os homens, o foco primário da dor recai sobre o ato físico em si.

Este é visto como uma ameaça direta ao seu ego, à sua posse e, em termos mais biológicos, à sua paternidade e legado.

A ideia de que a sua parceira se ligou fisicamente a outro gera sentimentos de humilhação e de perda de controlo.

Por outro lado, as mulheres experienciam a infidelidade com uma ênfase maior na traição emocional.

A preocupação reside na perda da intimidade, da segurança e da exclusividade afetiva que consideravam existir na relação.

Para elas, a conexão emocional que se estabeleceu com o terceiro é percebida como uma substituição direta do vínculo conjugal, gerando um sentimento de abandono e de profunda desilusão.

Esta diferença na perceção do ato é fundamental para a compreensão do impacto da infidelidade em cada género.

FocoHomensMulheres
Dimensão exploradaAto físicoConexão emocional
Sentimento predominanteEgo ferido, humilhação, perda de controloDesilusão, abandono, perda de intimidade
Perceção da ameaçaÀ masculinidade e posseÀ segurança e exclusividade afetiva

Mitos vs. realidade

É comum ouvir que a traição masculina é meramente “instinto” ou uma resposta biológica inevitável, enquanto a feminina é sempre motivada por uma profunda necessidade de amor ou por uma crise existencial.

No entanto, a realidade é significativamente mais matizada e desmente estas simplificações apressadas.

Estudos indicam que, embora os motivos possam diferir, ambos os géneros procuram uma combinação de fatores, incluindo a necessidade de intimidade, excitação ou até mesmo validação.

A ideia de que os homens são puramente movidos pelo instinto sexual ignora a complexidade dos seus relacionamentos e as suas próprias necessidades emocionais.

Da mesma forma, atribuir à mulher a única motivação de “amor” subestima a sua capacidade de buscar satisfação sexual e autoconhecimento, como mencionado anteriormente.

A verdade é que tanto homens quanto mulheres envolvem-se em infidelidade por uma variedade de razões, muitas vezes sobrepostas.

A chave está em reconhecer que, independentemente do género, a traição é um ato de escolha que afeta profundamente a dinâmica relacional e a confiança.

  • Mito: Traição masculina é apenas instinto biológico.
  • Realidade: Homens também buscam conexão emocional e validação.
  • Mito: Traição feminina é sempre por amor ou ausência dele.
  • Realidade: Mulheres buscam satisfação sexual e autonomia.
  • Mito: Um género é mais propenso à infidelidade que o outro.
  • Realidade: Motivações e manifestações variam, mas ambos os géneros traem.

O caminho para a recuperação

Ultrapassar a dor da traição é um processo desafiador, mas não impossível.

O foco principal reside na abertura para uma comunicação honesta e profunda. É essencial criar um espaço seguro onde ambos os parceiros possam expressar os seus sentimentos, medos e necessidades sem receio de julgamento ou retaliação.

A honestidade radical, por mais dolorosa que seja inicialmente, é a base para a reconstrução da confiança.

Compreender o “porquê” não serve como desculpa, mas como um passo crucial para a cicatrização.

Este processo envolve a:

  • Identificação de padrões de comunicação disfuncionais;
  • Necessidades não atendidas ou;
  • Questões pessoais não resolvidas.

Ao abordar estas questões de forma construtiva, o casal começará a desmantelar os mecanismos que levaram à rutura e a edificar uma nova base para a sua relação, fortalecida pela experiência e por um conhecimento mais profundo um do outro.


Dicas práticas para fortalecer a ligação

Independentemente de se encontrarem em processo de recuperação ou de procurarem fortalecer a vossa relação para prevenir o afastamento, algumas dicas práticas são valiosas:

  1. Comunicação aberta e honesta: Crie o hábito de partilhar sentimentos, pensamentos e necessidades diariamente. Ouçam-se ativamente, sem interrupções.
  2. Tempo de qualidade juntos: Dediquem tempo exclusivo um ao outro, sem distrações. Pode ser um jantar, um passeio ou simplesmente uma conversa profunda.
  3. Expressão de apreciação: Demonstrem gratidão e apreço pelas pequenas coisas que o outro faz. Pequenos gestos de carinho podem ter um grande impacto.
  4. Intimidade emocional e física: Cultivem a proximidade em ambos os níveis. O diálogo aberto sobre desejos e necessidades sexuais é tão importante quanto o apoio emocional.
  5. Validação de sentimentos: Reconheçam e validem as emoções do parceiro, mesmo que não concordem com elas. A empatia é uma ponte poderosa.
  6. Resolução construtiva de conflitos: Aprendam a discordar de forma respeitosa, focando-se no problema e não em ataques pessoais.
  7. Sonhos e objetivos em comum: Reafirmem os vossos planos de futuro e trabalhem juntos para os alcançar. Isso fortalece o senso de equipa.

A recuperação após a traição é uma jornada que exige coragem, paciência e um compromisso mútuo.

O entendimento das complexidades que levam à infidelidade, em ambos os géneros, não anula a dor, mas oferece um caminho mais informado para a cura e, quem sabe, para uma relação renovada e mais resiliente.


Perguntas frequentes

  1. Por que as mulheres traem?
    Procuram conexão emocional, sentem-se negligenciadas ou buscam autonomia e satisfação sexual.
  2. Qual a “nova traição feminina”?
    É a busca por autonomia corporal e satisfação sexual, expressando empoderamento.
  3. Por que os homens traem?
    Compartimentam sexo e amor, buscam validação da masculinidade ou oportunidade.
  4. Qual a principal diferença na reação à traição entre homens e mulheres?
    Homens focam no ato físico; mulheres focam na traição emocional e perda de intimidade.
  5. O que gera mais dor para os homens ao serem traídos?
    O ato físico, visto como ameaça ao ego, posse e paternidade.
  6. O que gera mais dor para as mulheres ao serem traídas?
    A perda da intimidade, segurança e exclusividade afetiva.
  7. O mito da traição masculina é apenas instinto?
    Não, homens também buscam conexão emocional e validação.
  8. O mito da traição feminina é sempre por amor?
    Não, mulheres podem buscar satisfação sexual e autoconhecimento.
  9. Um gênero é mais propenso à infidelidade que o outro?
    Motivações e manifestações variam, mas ambos os gêneros traem.
  10. A terapia de casal ajuda na recuperação da traição?
    Sim, é uma ferramenta poderosa para comunicação honesta e renovação.
  11. Qual o primeiro passo para a recuperação após a traição?
    Abertura para comunicação honesta e profunda num espaço seguro.
  12. Para que serve compreender as causas da infidelidade?
    Para cicatrização e para abordar questões relacionais e pessoais.
  13. Qual a importância da comunicação na recuperação?
    Essencial para expressar sentimentos, medos e necessidades sem julgamento.
  14. Como fortalecer a ligação na relação?
    Comunicação aberta, tempo de qualidade, apreciação e intimidade.
  15. A recuperação após a traição é possível?
    Sim, exige coragem, paciência e compromisso mútuo.

 

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