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O que fazer quando seus pais desaprovam seu casamento?

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Tempo de leitura: 11 minutos

Noiva sorrindo segura mãos do parceiro enquanto familiares observam ao fundo, emocionados.

Diante da desaprovação parental, a comunicação clara, o estabelecimento de limites saudáveis e o apoio mútuo com o(a) parceiro(a) são cruciais. Busque entender as preocupações deles, reforce seu amor e a solidez da sua decisão.

Quando seus pais desaprovam seu casamento, o caminho a seguir envolve comunicação aberta, estabelecimento de limites e, acima de tudo, priorizar a vossa união como casal.

  1. Para resolver o problema, é essencial primeiro procurar compreender as razões por trás da desaprovação dos seus pais, ouvindo atentamente e evitando reações defensivas;
  2. Em seguida, mantenha conversas honestas e abertas com eles, utilizando uma linguagem que expresse seus sentimentos em vez de acusações;
  3. Paralelamente, é crucial fortalecer a vossa ligação como casal, comunicando abertamente sobre como se sentem e tomando decisões conjuntas sobre como lidar com a situação e estabelecer limites saudáveis.

Ao ler este artigo até o fim, você vai:

  1. Compreender as causas da desaprovação.
  2. Aprender a ter conversas difíceis.
  3. Desenvolver estratégias de comunicação.
  4. Fortalecer a vossa união como casal.
  5. Estabelecer limites saudáveis.
  6. Encontrar apoio e soluções conjuntas.

1. Porque seus pais dizem “não”?

Pode ser uma questão cultural, de religião, ou até medos que, para eles, são legítimos (tipo “será que o meu filho vai ter estabilidade financeira?“).

Outras vezes, tem a ver com o teu próprio comportamento, algo que eles veem de fora e que lhes causa apreensão.

No fundo, muitos pais querem o teu bem, mas a sua forma de o ver não é a mesma que a tua, especialmente quando o coração manda!

Num contexto LGBTQIA+, a desaprovação vem de uma falta de compreensão, de preconceitos enraizados, ou até do medo do que a sociedade possa pensar.

Em casamentos interculturais ou inter-religiosos, as diferenças de costumes, valores e tradições parecem montanhas intransponíveis para alguns pais.

E quando eles têm uma visão muito específica e tradicional do que é um casamento “ideal”, qualquer desvio disso será visto como uma falha ou um caminho incerto.


2. A conversa que precisa de acontecer

O primeiro passo é preparar o terreno, escolher o momento certo, talvez um jantar tranquilo. Ouve com atenção o que eles têm a dizer, sem interromper, e tenta não reagir logo com a defensiva.

Lembra-te, às vezes, eles só precisam de tempo para processar.

Se ainda não o fizeste, convida o teu parceiro para um encontro mais casual com eles, sem pressão. A exposição gradual e positiva fará maravilhas.

Lembra-te de usar “eu” em vez de “tu” nas conversas. Em vez de dizer “Vocês nunca me vão aceitar“, tenta “Eu sinto-me magoado quando vocês não apoiam a minha felicidade“.

Mostrar vulnerabilidade abre portas. E se sentires que a conversa está a descambar, não tenhas medo de fazer uma pausa e retomar mais tarde. O objetivo é comunicar, não criar uma batalha campal.


3. Construa pontes, não muros

A ideia é, aos poucos, ir aproximando os teus pais do teu parceiro. Pequenos gestos contam, como convidar para:

  • Um café rápido;
  • Assistir a um jogo de futebol (mesmo que eles não percebam nada de futebol, às vezes só a presença importa), ou;
  • Um almoço em família onde o teu parceiro se sinta incluído.

O objetivo é que eles comecem a ver a pessoa que tu amas como um ser humano completo, com qualidades e defeitos, tal como eles próprios.

Deves também partilhar histórias positivas sobre o teu relacionamento, como lidam juntos com desafios, ou como se apoiam mutuamente.

Aos poucos, eles começarão a perceber que este amor não é uma fase passageira, mas sim algo sólido e importante para ti. E quem sabe, talvez até descubram afinidades inesperadas com o teu parceiro!


4. Vocês em primeiro lugar

Comuniquem abertamente entre vocês sobre como se sentem em relação à desaprovação dos pais.

Façam um raciocínio conjunto: os medos deles têm fundamento real ou são apenas receios infundados?

É importante que ambos estejam alinhados e tomem decisões juntos. Se um dos pais desaprova, é fundamental que o outro se mantenha firme e apoie o seu parceiro.

A vossa união é o que vos vai sustentar. Se os teus pais têm receios legítimos sobre o teu parceiro (por exemplo, se ele ou ela te trata com desrespeito), então é hora de ouvires com atenção.

Mas, se a desaprovação vem apenas de “não é o que eu esperava” ou de preconceitos, aí a força do vosso amor é que deve prevalecer.

Lembrem-se que o casamento é uma decisão de vocês, e que o vosso futuro juntos é o que mais importa.

Estrutura de alinhamento do casal

AspetoQuestõesAções
Comunicação internaComo nos sentimos sobre a desaprovação dos pais? Estamos a apoiar-nos mutuamente?Ter conversas abertas e honestas sobre sentimentos.
Análise dos medosOs medos dos pais são baseados em factos ou preconceitos? O que realmente nos preocupa?Listar os medos e avaliar a sua validade.
PrioridadesO que é mais importante para nós como casal? A aprovação parental ou a nossa felicidade?Reforçar o compromisso um com o outro.
Estratégia comumComo vamos lidar com os pais juntos? Que limites vamos estabelecer?Definir um plano de ação unificado.

5. Quando chamar reforços

Às vezes, a dinâmica familiar é tão complexa que falar apenas entre vocês e os vossos pais não é suficiente. É aí que são úteis os terceiros.

Um terapeuta familiar ou um mediador ajudará a facilitar a comunicação, a identificar os pontos de bloqueio e a encontrar soluções que talvez não consigam ver sozinhos.

Vejam isto como um investimento na vossa paz de espírito e na saúde do vosso relacionamento.

Se a desaprovação vem carregada de emoções muito fortes, um conselheiro ajudará cada um de vocês a lidar com essas emoções e a desenvolver estratégias para enfrentar a situação de forma mais construtiva.

Pensem nestes profissionais como aliados para vos ajudar a navegar águas turbulentas.


6. Limites: a linha que protege o vosso amor

Se a desaprovação dos pais persistir, é fundamental estabelecer limites saudáveis. Isto não significa cortar relações, mas sim definir o que é aceitável e o que não é para o vosso bem-estar e para a saúde do vosso casamento.

Decidam juntos como vão gerir a presença deles em eventos importantes, as visitas, e como vão lidar com comentários negativos ou tentativas de interferência.

Por exemplo, decidam que certos assuntos (como a vossa vida sexual ou planos futuros) não serão discutidos com os pais se isso gerar conflito.

É importante proteger o vosso espaço e o vosso relacionamento, garantindo que a desaprovação deles não erode a vossa base. Lembra-te, o teu casamento é uma nova unidade familiar, e os teus pais precisam de respeitar isso.

Lista de limites a considerar:

  • Comunicação: Definir horários e temas de conversa.
  • Visitas: Estabelecer frequência e duração, e o direito de adiar ou cancelar.
  • Eventos familiares: Decidir quais eventos participarão juntos e como gerirão a interação com os pais.
  • Opiniões não solicitadas: Comunicar que opiniões negativas ou críticas constantes não são bem-vindas.
  • Espaço pessoal: Proteger o vosso tempo a dois sem interrupções constantes.

7. Considerações específicas

Para casais LGBTQIA+, a desaprovação vem acompanhada de uma falha de aceitação da vossa própria identidade. É um caminho que exige muita força e apoio mútuo.

A vossa validação um do outro é o pilar mais importante. Casais interculturais e inter-religiosos enfrentam o desafio de honrar as suas próprias tradições e, ao mesmo tempo, construir algo novo juntos, muitas vezes com a pressão de duas famílias de origens distintas.

Nesses casos, celebrar as semelhanças e respeitar as diferenças é a chave.

E para aqueles cujos pais têm expectativas tradicionais muito fortes sobre o casamento – onde esperam um determinado tipo de parceiro ou de vida, o desafio é mostrar que o vosso amor é autêntico e válido, independentemente de não se encaixar no “script” deles.

O vosso objetivo é construir um futuro que vos faça felizes, não um que se encaixe nas expectativas de outra pessoa.

Curiosidade Rápida: Sabias que existe o chamado “efeito Romeu e Julieta”? Estudos sugerem que, por vezes, a desaprovação externa vai, paradoxalmente, fortalecer a atração e o compromisso entre o casal, pois sentem-se mais unidos contra uma adversidade comum!


8. Depois do “sim”

Casaram e os pais ainda torcem o nariz? Calma, a vida não acabou! O mais importante é que vocês são agora uma família.

Continuem a gerir as visitas e os encontros com a sabedoria que têm vindo a desenvolver. Se a tensão é muito grande, talvez sejam melhor menos frequência, ou encontros mais curtos. O vosso casamento é a prioridade.

Se eles não compareceram ao casamento, ou se a relação ficou fria, concentrem-se em vocês. Celebrem as vossas conquistas como casal.

A paz, quando possível, é sempre bem-vinda, mas nunca à custa da vossa felicidade e bem-estar. Continuar o casamento com saúde significa, acima de tudo, cuidar um do outro.


9. Siga em frente, mesmo que o “sim” deles não venha

Por vezes, por mais que tentemos, a aprovação dos pais nunca chega. E está tudo bem. O vosso amor é real, o vosso compromisso é sério, e vocês têm todo o direito de construir a vossa vida juntos.

Aceitar que talvez nunca tenham o aval deles será libertador. O foco muda de “conseguir a aprovação” para “avançar com força e consciência”.

Celebrem o vosso amor, o vosso compromisso e a vossa coragem. O vosso parceiro é a vossa família agora, e essa união é o que realmente importa.

Ter consciência de que vão seguir em frente, com ou sem o apoio parental, fortalece a vossa autonomia e o vosso vínculo.


10. O que fazer esta semana?

Pequenos passos constroem grandes mudanças. Aqui ficam 5 coisas que deves fazer esta semana para te sentires mais preparado:

  1. Escreve uma lista: Anota os medos dos teus pais e os teus medos como casal.
  2. Agenda uma conversa: Planeia uma conversa calma com o teu parceiro sobre os próximos passos.
  3. Pratica frases de comunicação: Prepara frases que uses para te expressares sem agressividade (“Eu sinto…“, “Gostava que entendesses…“).
  4. Identifica um pequeno gesto: Pensa num pequeno gesto de aproximação que possas fazer aos teus pais (se aplicável).
  5. Celebra o vosso amor: Faz algo especial com o teu parceiro para reafirmar a vossa união.

Perguntas frequentes

  1. Por que os pais desaprovam um casamento?
    Por medos, diferenças culturais, religiosas, ou receios sobre estabilidade.
  2. O que fazer na primeira conversa com pais desaprovadores?
    Escolha o momento certo, ouça sem interromper e evite a defensiva.
  3. Como abordar os pais sem parecer um interrogatório?
    Use “eu” em vez de “tu”, mostre vulnerabilidade e seja direto.
  4. É importante convidar o parceiro para conhecer os pais?
    Sim, a exposição gradual e positiva ajuda muito.
  5. Como aproximar pais e parceiro?
    Convide para cafés, almoços ou eventos casuais, focando em afinidades.
  6. O que fazer se os medos dos pais forem infundados?
    O vosso amor e compromisso devem prevalecer, mostrando solidez.
  7. Quando é altura de procurar ajuda profissional?
    Se a dinâmica familiar for complexa e a comunicação estiver bloqueada.
  8. Que tipos de profissionais ajudam?
    Terapeutas familiares ou mediadores facilitam o diálogo.
  9. O que são limites saudáveis numa relação com pais desaprovadores?
    Definir o que é aceitável em termos de comunicação e visitas.
  10. Como proteger o vosso bem-estar?
    Estabelecendo regras claras sobre temas sensíveis e interferências.
  11. Como lidar com casais LGBTQIA+ e desaprovação parental?
    A vossa validação mútua é o pilar, com força e apoio.
  12. Qual a chave para casais interculturais/inter-religiosos?
    Celebrar semelhanças e respeitar as diferenças entre as famílias.
  13. O que é o “efeito Romeu e Julieta”?
    A desaprovação externa vai, por vezes, fortalecer o vínculo do casal.
  14. O que fazer se os pais não foram ao casamento?
    Concentre-se em vocês, celebrem como casal e mantenham o foco no vosso bem-estar.
  15. E se a aprovação parental nunca chegar?
    Aceitar isso será libertador; foquem-se em avançar com força.

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