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Quem trai mais em Portugal? Homens ou mulheres?

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Tempo de leitura: 13 minutos

Quem trai mais em Portugal? Homens ou mulheres?

Descobre quem trai mais em Portugal, homens ou mulheres, com dados reais, explicações simples e dicas para proteger o teu relacionamento da infidelidade.

“Se ele me ama, por que me traiu?” “E se for ela? Uma mulher também pode trair?”. Estas perguntas assaltam a mente de muitos portugueses, nos cafés, nos casamentos, nos momentos de silêncio dos quartos à noite.

A infidelidade, embora seja um problema tão antigo como o bacalhau à brás, continua a ser um dos maiores enigmas e tabus nos relacionamentos.

Sabia que mais de uma em cada quatro pessoas em Portugal admite já ter sido infiel? E que a maioria dos casais diz nunca ter abordado o tema da fidelidade de forma séria antes de surgirem problemas?

É verdade. A infidelidade é mais comum do que se imagina, e menos discutida do que deveria.

Portugal encontra-se entre os países europeus com a maior taxa de infidelidade masculina. No entanto, as mulheres estão a reduzir essa diferença.

O que vai descobrir ao ler este artigo:

  • Quem é que trai mais, em termos estatísticos, com base em dados recentes e fontes fiáveis?
  • Por que razão é que os homens são infiéis (e não se trata apenas de sexo)?
  • Porque é que as mulheres também são infiéis (atenção: nem sempre por vingança);
  • Como a cultura portuguesa influencia a infidelidade;
  • O que estas traições revelam sobre os relacionamentos na atualidade?
  • E, naturalmente, existe a possibilidade de evitar que isto aconteça consigo ou no seu casamento.

Se já foi traído(a), se traiu, ou se tem medo que isso aconteça… este artigo é para si. Juntos, vamos descobrir o que se esconde por detrás desta questão tão incómoda: afinal, quem trai mais: os homens ou as mulheres?


1. Porque é que esta questão é tão importante?

Já ouviu dizer que “o homem é homem, a mulher é mulher”? Bem… e quem é que trai mais em Portugal, afinal?

Aproximadamente 35% dos homens portugueses admitem já ter sido infiéis. E as mulheres? Cerca de 25% também afirmam que sim. No entanto, é importante notar que estes números não são o único fator a considerar.

A questão de “quem trai mais?” parece uma conversa banal, típica de cafés ou grupos de WhatsApp, mas na verdade é algo muito mais profundo.

Esta questão perturba o casamento, a confiança, a forma como cada pessoa percebe o amor e até a maneira como a nossa sociedade encara a fidelidade.

Saber quem é mais propenso a trair não é apenas por curiosidade; também é uma forma de compreender o que está a correr mal (ou bem) nos relacionamentos.

Em Portugal, muitos casais nunca abordam o tema da fidelidade até que algo corra mal. Conversar sobre isso antecipadamente pode evitar muitos problemas.

Então, por que razão esta questão é tão importante? Vamos analisá-la em detalhe:

Porque ajuda a compreender o que se passa nos casamentos

Se os números indicam que as relações estão em transformação e que as mulheres são menos propensas a tolerar situações de infidelidade do que no passado, isso revela muito sobre como os relacionamentos estão a evoluir.

Antigamente, era mais comum que as mulheres permanecessem em silêncio e suportassem determinadas situações. Atualmente, com maior liberdade e autonomia, também se permite errar (ou, dependendo da perspetiva, viver de forma mais autêntica).

Porque evoca velhas feridas… e que ainda estão abertas

A traição afeta a autoestima, o orgulho e o coração. Saber quem traiu é, muitas vezes, uma forma de questionar: “Estou seguro no meu casamento?” ou, até mesmo, “Tenho motivos para desconfiar?”.

Porque expõe desigualdades ocultas

A sociedade portuguesa tem sido tradicionalmente mais severa com as mulheres que têm relações extraconjugais. Por outro lado, os homens, por vezes, até são tolerados ou até mesmo recebem algum tipo de aprovação. Mas será isso justo?

Sabia que, em algumas aldeias do interior, ainda hoje se culpabiliza mais a mulher que foi traída do que o homem que a traiu?

No fundo, esta questão não se resume a números. Trata do que valorizamos no amor. E isso… vai muito para além da intimidade física.


2. Por que razão os homens são infiéis?

“Ele tinha tudo em casa e, mesmo assim, foi procurar noutro lugar. Porquê?“. Se esta frase lhe parece familiar, não está sozinho. Em muitos casamentos portugueses, quando um homem é infiel, a pergunta que paira no ar é sempre a mesma: “Mas o que é que ele queria mais?“

A verdade é que os motivos pelos quais os homens são infiéis são tão variados como os petiscos num bar em Lisboa. E, apesar do que muitas pessoas pensam, nem sempre tem a ver com falta de amor ou com o simples facto de ser homem. Vamos analisar isto mais a fundo.

Aproximadamente 60% dos homens que confessaram ter sido infiéis afirmaram continuar a amar as suas parceiras.

Então, qual é a razão para a traição?

  • Busca por novidades e emoções
    A rotina é um veneno. Muitos homens afirmam sentir-se presos à monotonia, à mesma casa, à mesma conversa, a tudo o mesmo. Para alguns, a traição parece uma aventura, uma forma de se sentirem vivos novamente: “Não era porque ela fosse melhor, era apenas por ser diferente.”, uma frase típica de quem não sabe o que quer, mas sabe o que está a perder.
  • Ego ferido e insegurança dissimulada
    Parece estranho, mas muitos homens são infiéis não porque se sintam poderosos, mas porque se sentem vulneráveis. A falta de reconhecimento, crises de meia-idade, problemas no trabalho… tudo isto pode levar à famosa frase: “Precisava de me sentir homem outra vez.”
  • Influência cultural e social
    Durante décadas (e ainda hoje), a cultura portuguesa alimentou a ideia de que o homem “de verdade” tem muitas mulheres. Desde as canções populares até à figura do machão da aldeia, existe um certo romantismo em torno da infidelidade masculina. O problema é que isso legitima traições que só fazem mal.
  • Falta de comunicação no relacionamento
    Quando reina o silêncio em casa, existe um turbilhão de emoções no interior. Os homens que não conseguem expressar os seus desejos, medos ou frustrações tendem a procurar, no exterior, aquilo que não conseguem comunicar no seio familiar.

Sabia que existem homens que são infiéis logo após se tornarem pais? Muitos afirmam sentir-se negligenciados e menos desejados.

E no que diz respeito às mulheres? Será que também são infiéis pelos mesmos motivos? A resposta pode surpreendê-lo. Fique atento, pois vamos abordar este tema em seguida!


3. Porque é que as mulheres são infiéis?

“Ela parecia feliz… e mesmo assim, traiu.” Para muitos homens portugueses, esta é uma das maiores surpresas. Durante anos, a imagem da mulher fiel, dedicada e paciente foi reforçada pelas novelas, pela Igreja e pela avó que dizia: “A mulher suporta.

Mas os tempos mudaram. E, juntamente com eles, a liberdade feminina também se estendeu ao domínio da infidelidade.

Em Portugal, as mulheres com idades compreendidas entre os 30 e os 50 anos são as que mais confessam já ter sido infiéis, e muitas afirmam que a razão não foi a falta de amor, mas sim a falta de atenção.

  • Necessidade emocional
    Muitas mulheres não procuram outro corpo, mas sim um olhar diferente, uma atenção mais genuína, um ombro amigo. Quando se sentem ignoradas, invisíveis ou emocionalmente isoladas, acabam por ceder à tentação de alguém que simplesmente as nota: “Ele nem sequer me tocava. Já nem se preocupava em saber como tinha sido o meu dia.”, uma frase comum entre mulheres que, eventualmente, traem.
  • O desejo de voltarem a sentir-se vivas
    O tempo passa, o casamento acomoda-se, os filhos ocupam-se de tudo. Muitas mulheres chegam a um ponto em que sentem que perderam a sua essência. A traição, nesses casos, não é apenas física; é uma tentativa de renascer.
  • Vingança emocional
    Sim, a vingança existe e não é um fenómeno exclusivo dos homens. Algumas mulheres também podem recorrer à vingança após descobrirem uma traição, ou por se sentirem exploradas, emocionalmente magoadas ou completamente negligenciadas
  • A influência das novas liberdades
    Atualmente, as mulheres têm independência financeira, acesso a redes sociais e aplicações de encontros… e menos paciência para relacionamentos que não as tornam felizes. Se antigamente não tinham alternativas, hoje sim. E isso mudou tudo.

Atenção: nem todas as mulheres adulteram porque o marido é “mau”. Por vezes, a infidelidade ocorre mesmo quando a relação é com um homem bom, porque existe algo que precisa de ser resolvido internamente.

Sabia que muitas mulheres que têm relações extraconjugais afirmam que foi a primeira vez, em anos, que se sentiram desejadas?

Agora que já sabe o que leva homens e mulheres a trair, é altura de analisar os números em Portugal. Os dados confirmam o que acabámos de ver? Descobriremos na próxima secção!


4. O que revelam os dados estatísticos sobre casos de infidelidade em Portugal?

“Achas que és o único? Pois não o és.” Um estudo da Universidade do Minho, realizado com cerca de 500 pessoas, revelou que 39% dos homens admitiram já ter sido infiéis, comparado com 20% das mulheres.

Ou seja, quase 4 em cada 10 homens confessam ter terminado o relacionamento. Um em cada quatro casados em Portugal já teve um caso extraconjugal, e 50% já sentiram a dor de terem sido traídos.

Vamos analisar isto em detalhe:

  • Os homens são infiéis quase duas vezes mais do que as mulheres
    Num estudo realizado pela UMinho, constatou-se que, enquanto 39% dos homens admitiram ter sido infiéis, apenas 20% das mulheres declararam o mesmo. Ou seja, segundo os dados oficiais, os homens são quase duas vezes mais propensos a trair.
  • A sociedade portuguesa condena, mas, mesmo assim, muitas vezes age de forma contraditória
    Apesar de 95% dos participantes afirmarem que desaprovam a infidelidade, o número de pessoas que já a praticaram é elevado: cerca de 26% confessaram ter tido um caso extraconjugal pelo menos uma vez. Uma moral elevada não impede que as pessoas tenham relações fora do casamento;
  • Portugal está entre os melhores países da Europa
    Outro estudo internacional, que analisou 30 países e mais de 1,9 milhões de dados, revela que 35% dos portugueses confessam já ter sido infiéis. Portugal encontra-se num grupo de países que inclui os Estados Unidos, a Suécia e o Brasil neste ranking.
  • As cidades mais perigosas em Portugal
    Dados provenientes do Ashley Madison, um site conhecido por facilitar encontros extraconjugais, revelam que Braga (12,6%), Évora (13,9%) e Sintra (10,9%) são as cidades com o maior número de utilizadores inscritos, considerando a proporção em relação à população. Em comparação, Lisboa apresenta apenas 0,6%. Parece que até mesmo os sistemas de GPS evitam os infiéis lisboetas…

Já viu os números? Então prepare-se para a próxima secção, onde vamos analisar as razões mais comuns por detrás destas infidelidades, e se elas variam consoante o género. Não perca!


5. No fim das contas, quem é que trai mais em Portugal?

Depois de tudo o que vimos, números, histórias, motivos e até cidades mais ousadas, chegou o momento da verdade. E sim, vamos analisar tudo com rigor e clareza.

Aviso: Em Portugal, os homens ainda são mais propensos a trair do que as mulheres. Não é um mito, são dados estatísticos.

Em casais jovens (até aos 35 anos), a diferença entre o número de pessoas que traem é muito pequena, por vezes quase inexistente.

Segundo dados da Universidade do Minho e outros estudos internacionais, os homens portugueses lideram as estatísticas de infidelidade. Em outras palavras, para cada mulher que é infiel, existem quase dois homens que cometem a mesma traição.

A diferença está a diminuir.
As mulheres portuguesas de hoje já não vivem sob os mesmos medos de há 20 ou 30 anos. Têm liberdade, independência e menos paciência para casamentos infelizes. Isto está a provocar mudanças lentas, mas significativas, nas estatísticas.

O género ainda influencia… mas as razões são semelhantes.
Homens e mulheres são infiéis por motivos distintos, mas a raiz do problema é a mesma: carência, rotina, falta de comunicação, insegurança. A infidelidade, independentemente de quem a cometa, raramente tem a ver com o outro, mas sim com o que falta no interior da pessoa.

A traição não é necessariamente um sinal de maldade… mas é um sinal de alerta.
Ninguém acorda de manhã e decide destruir um casamento simplesmente por capricho. Quando existe uma traição, geralmente, houve muitos problemas não resolvidos anteriormente, e ignorar esses sinais pode ter consequências muito graves.

Veredicto final: Em Portugal, os homens ainda são mais propensos a trair. No entanto, a situação está a mudar. E talvez a questão mais importante agora seja outra: “O que é que o vosso relacionamento precisa para que ninguém se sinta tentado a trair?”


Perguntas frequentes

  1. Quem trai mais em Portugal?
    Homens. Cerca de 39% dos homens portugueses admitem já ter traído, contra 20–25% das mulheres.
  2. As mulheres estão a trair mais do que antes?
    Sim. A traição feminina tem aumentado, especialmente entre mulheres entre os 30 e 50 anos, com mais independência e menos medo do julgamento social.
  3. Os homens traem só por sexo?
    Nem sempre. Muitos traem por ego, insegurança, rotina ou falta de afeto. Sexo é só parte da história.
  4. E as mulheres, traem por amor?
    Muitas vezes sim. Buscam atenção, carinho, validação, mas também há casos de pura atração física, claro.
  5. Quem sente mais culpa depois de trair?
    As mulheres, em geral. Relatam mais peso na consciência, talvez por causa da pressão social e moral que ainda carregam.
  6. Quem trai mais nas cidades portuguesas?
    Segundo o Ashley Madison, Braga, Évora e Sintra estão no topo em percentagem de utilizadores da plataforma de traição.
  7. A infidelidade é mais aceite nos homens?
    Infelizmente, sim. Culturalmente, ainda há mais tolerância com o “macho traidor” do que com a “mulher infiel“.
  8. As redes sociais ajudam a trair?
    Com certeza. WhatsApp, Instagram e apps de encontros tornaram a traição mais fácil, discreta e acessível.
  9. Os jovens traem mais do que os mais velhos?
    Sim, mas com menos diferença entre géneros. Nos casais até 35 anos, homens e mulheres traem quase na mesma proporção.
  10. Traição tem perdão?
    Depende. Cada casal é único. Alguns reconstroem, outros se separam. O importante é conversar, entender e escolher com consciência.


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